A omissão é um pecado que se faz não fazendo

Passados quase 4 séculos, Padre Antônio Vieira ainda evidencia extraordinária atualidade.

No ano de 1650, no Sermão da Primeira Dominga do Advento, Vieira exorta sobre os pecados da omissão e do voto, momento dramático que define entre bons e maus e as conseqüências na vida das pessoas, da cidade e ao arbítrio de Deus.

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Do passo mal dado procede os desmazelos, os desmandos, a corrupção, a improbidade que o eleitor carregará para sempre como pecado da responsabilidade omissa e fraudulenta. E já que estamos na antevéspera de uma eleição, convém também lembrar Tiago 4.17: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado. O voto pelo descaminho, pelo mal é, portanto, um duplo pecado.

Pecado contra os céus e pecado contra os homens. Aos céus porque, mesmo conhecendo o bem, escolhe o mal. Contra os homens, pois resulta em grandes desastres nas vidas das pessoas e das cidades e que dificilmente serão reparados. O Pecado da omissão é conseqüência da falta de comprometimento para com o bem.

Como nos alerta o Papa João Paulo II: democracia não se sustenta sem a verdade. Verdade e liberdade ou vão juntas ou perecem miseravelmente. E a verdade está sempre do lado do bem. E conhecer o lado do bem, e não segui-lo, é o pecado da omissão e esse é o pecado que com mais facilidade se comete, e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo.

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