Ano novo. Gorda, mas sem rugas – Lendas, crendices e tradições

28/12/2009 por blogdojua

A maioria das pessoas reserva suas promessas para a virada do ano. Parar de fumar, gastar menos, emagrecer, parar de beber, esquecer lula, fhc, aécio etc.

Dilma Rusself, a comunista que virou marajá, acha que entrar o ano com cabeleireiro e depilador novos, com salário de 9 mil reais cada, à custa do contribuinte compreensivo e omisso, ajuda a ganhar a eleição, já quase faturada por falta de concorrente e excesso de bolsas.

Outros acreditam que usar roupa branca é que é o tal. Branco é o símbolo da paz. Essa paz que se vê pelas ruas, no trânsito, na televisão, nas arquibancadas do estádio de futebol e em todos os setores de todo o Brasil. Todos conhecem essa hipocrisia demagoga.

No Candomblé também usa-se o branco, sobretudo nas homenagens a Iemanjá. Mas até mesmo quem nem imagina onde ficam Nigéria e o Benim, locais de origem da religião trazidas pelos escravos, e muito menos pisaram num terreiro, costuma, de branco, lançar suas flores à Rainha das Águas.

Fé de menos ou fé de mais. Nunca se sabe. Como religião e dinheiro, pelo menos no Brasil, andam abraçados, precavem-se usando uma peça amarela para atrair mais dinheiro. Vale até um lacinho qualquer, desde que o guarde na bolsa durante o ano inteiro. Alguns acrescentam o vermelho, na estrelinha do PT.

Depois dos apelos à Iemanjá, a São Judas, a todos os santos possíveis, da fitinha amarela e dos grãos de romã, hora de preparar o estômago para também entrar na corrente do enriquecimento com fé de mais.

A tradição manda comer pernil. E desde antigamente acredita-se que, sendo o porco um animal que fuça a comida, jogando-a para frente, representa sorte o ano todo e progresso na vida de quem come. Ronca, fuça e chafurda. Estão explicados os esteticistas do Palácio.

A ordem é encher a pança. Só não se recomenda comer frango na ceia da virada. Afinal, a galinha e galo, sobretudo, ciscam para trás, quem comê-los irá regredir na vida durante o ano novo. De resto, comer e beber de tudo que aparecer. Algumas especiais, como lentilha.

Essa deve ser ingerida em cima de uma cadeira e enquanto degusta, pensar em coisas felizes e pedir felicidade, como os cabeleireiro e manicuro à custa de quem trabalha, e ainda em saúde e paz, como as oferecidas pelo SUS e nos hospitais de todo o Brasil. Fé de mais!

Então, lembre-se de que a lentilha é a mais antiga leguminosa cultivada pelo homem. Tem sua origem na Ásia Ocidental (próximo a Síria). Seu nome é uma homenagem à família Lentuli. Muitos creem que suas sementes simbolizam abundância, citada pela Bíblia.

Esaú abriu mão de seus direitos de primogênito ao irmão Jacó por causa de um delicioso prato de lentilhas. Mas, mesmo abdicando desse poder, tornou-se um homem muito rico. A forma dos grãos de lentilha também contribui para sua associação com dinheiro, já que lembram pequenas moedas. Apenas uma colher já garante crescimento em todos os setores da vida no próximo ano.

Foi o que fez o filho do Lula, o Paulinho. Ele abriu mão de um emprego no zoológico e, corajosamente e com fé de mais!, conseguiu transformar-se num dos milionários do País. Com muito talento e sorte, uniu-se a uma das teles e gosta de comparar suas moedas a um celeiro de lentilhas. Fé de menos Brasil!

E como a ordem é fé de mais para ganhar mais dinheiro, recomenda-se chupar sete sementes de romã na noite de réveillon, embrulhá-las num guardanapo e guardar o pacotinho na carteira; guardar uma folha de louro; colocar uma nota no sapato; comer três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas; e jogar moedas da rua para dentro de casa.

Já empanturrado e ligeiramente embriagadissíssimo, fé de mais nunca é demais, dar três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás: tudo o que for ruim vai ficar no passado.

Na festança no Palácio, Lula, precavido, ficou com a boca aberta atrás de Dilma nesse momento. Fé de mais! Quem for atingido pela bebida, terá sorte garantida o ano inteiro. Dizem que Dilma tomou um banho com taça de champanha. Mas disse que foi tortura. Já tem até esteticistas particulares à custa do dinheiro público.

Fé de mais a fez ainda subir com o pé direito num banquinho e pular só com o pé direito à meia-noite, para atrair coisas boas, como manicuro e depilador pessoais à custa do Erário.

Para se alcançar a mesma sorte de Dilma, aconselha-se, no último dia do ano, fazer uma bela limpeza na casa, varrendo-a de trás para frente. O lixo deve ser colocado para fora, assim como todo e qualquer objeto quebrado. Pelo sim, pelo não, amarraram a Dona Marisa no pé da mesa.

As Lâmpadas queimadas precisam ser trocadas. Nada de roupas guardadas do avesso. E, para afastar mau agouro, lavar os batentes das portas com sal grosso e água e borrifar com água benta os quatro cantos da casa. Depois, providenciar flores amarelas e espalhá-las pelos cômodos.

Quer ter seus esteticistas personalizados e não gastar nada com isso? Então use lençóis limpos na primeira noite do ano. Deixam os possíveis problemas do ano que passou na máquina de lavar. No Palácio, Dona Marisa nem chegou perto da área de serviços e nem Lula no quarto, pois lá, para acabar com problemas na coluna, fé de mais, coloca-se, debaixo da cama um pedaço de cana da altura da pessoa.

Para ter sorte no amor, à meia-noite, cumprimentar em primeiro lugar uma pessoa do sexo oposto. Foi o grande problema de Dilma. Oposto? Quem é oposto sexual de Dilma?

Por via das dúvidas, colocou-se entre Lula e Marisa, a Inútil. Fazer três pedidos, um em cada pedaço de papel. Colocá-los ao lado de três velas azuis acesas em um prato branco nunca usado. Isso garante que eles sejam realizados. Dois dos três pedidos de Dilma foram realizados. Já tem manicuro e depilador particulares, à custa dos nossos impostos. O terceiro espera receber nas eleições vindouras. Fé de menos, ó Brasil!.

Fazer três saquinhos e colocar dentro uma maçã e uma nota de dinheiro. Antes da meia-noite, colocá-los próximo a uma vela acesa. No dia seguinte, comer uma das maçãs e guardar o dinheiro. Dar de presente os outros dois saquinhos a uma criança e a uma pessoa necessitada. Dilma seguiu em parte. Comeu as maças, guardou o dinheiro e deu o saco para o povo. Fé de menos, Brasil!

Convém, também, seguir o que o poeta Ovídio legou-nos. Ele conta que a iguaria foi inventada pelo imperador romano Júlio César, que a oferecia aos amigos, com os desejos de que “o sabor do tempo” que começava fosse doce, como mel, tâmaras e figos secos. Junto, mandava também uma folha de louro. Essa tradição permanece na Itália.

Daí, encharcado e empanzinado, tomar um banho de sal grosso, três dentes de alho e três gotas de alfazema. Cuidado para ninguém querer comê-lo depois, assim, tão temperado. Com Dilma isso não aconteceu. Mas ela, fé de mais!, recomenda colocar uma vela branca e um prato de arroz cru com moedas sobre a mesa da ceia. A combinação atrairá prosperidade. Como manicuro e depilador particulares, com o dinheiro do contribuinte. Fé de menos, povo!

Banhar-se no mar nos últimos sete dias do ano. Se não estiver no litoral, vale jogar no corpo um copo de água com um punhado de sal grosso. Os do Palácio, em Brasília, usam o Lago Paranoá. Fé de mais!.

E se você ainda não tem dinheiro para as cirurgias plásticas e nem conta com esteticistas particulares à custa do trabalho dos outros, não se preocupe com tanta comilança. Mesmo que nada dê certo, tem a vantagem de ficar gorda: esconde as rugas. Feliz ano novo, Brasil! Fé de menos!

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