A corrupção nossa de cada dia. Genética?

Não é mesmo verossímil que tudo sempre se passe de maneira verossímil…?
Ainda não fui capaz de descobrir se a centenária corrupção, em todas as esferas, é causa ou efeito da genética e ou índole brasileiras.
Optei por não receber a interferência dos ‘profundos estudos’ sociológicos, psicológicos, antropológicos; se patológicos, catagógicos ou seja lá que ógica for. O fato é que político tornou-se sinônimo de corrupção. Como o homem é um ser político, e nisso não serei eu a discordar de Aristóteles, no lógico, podemos concluir que o homem é um ser corrupto (?) e o seria an und für sich, o ser por si mesmo, como afirma a filosofia alemã?
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Ainda nos princípios aristotélicos sobre o agir humano, todo o conhecimento e todo o trabalho do homem visam algum bem. O bem é a finalidade de toda a nossa ação. E essa busca do bem é o que diferencia a ação humana de todos os outros animais. E se toda ação humana visa o bem, como diz o filósofo grego, e na prática esse bem não vem sendo, bem, digamos, querer o bem, mas os bens dos outros, de novo, pela lógica, é corrupto e ganancioso.
E como não tenho conhecimento de que algum outro animal, afora o homem, seja corrupto, deduz-se, o homem é corrupto e não, eventualmente, está corrupto.
Concluí-se, portanto, que, se não quer o bem, mas os bens, dos outros, quer o mal aos outros. Sendo assim, logicamente, é mau. Portanto, não bom. E como ensina-nos Paulo, o Apóstolo, que não basta evitar o mal, é preciso fazer o bem, somos duplamente pecadores. Não evitamos o mal e nem fazemos o bem. Praticamo-lo, colecionando bens e não o bem.
No Brasil em particular, impera espírito François Villon, o poeta ladrão do século XV (Origem da palavra vilão?). Alguém disse que os homens se dividiriam em sábios e estúpidos, sagazes e simplórios. Homens, criaturas tão tortuosas que até mesmo suas virtudes são imperfeitas. E isso ocorre, verdadeiramente aqui, certamente, e alhures provavelmente. E nos leva, mais uma vez, a dar a Aristóteles a mão à palmatória:
Não é mesmo verossímil que tudo sempre se passe de maneira verossímil…?

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