O papel da ‘arte’ e do jornalismo na imbecilização coletiva

24/10/2010 por blogdojua

Ainda em busca de um grande talvez

A mentira é sagrada e a falsidade será a nossa arma principal – Lenine 

Pelo menos duas lições vêm-nos da França no momento. O quebra-quebra da população, sobretudo jovem, contra as alterações na Lei de aposentadoria e o outro lado, a pouca conta que os congressistas deram a essa revolta, aprovando as mudanças propostas pelo Governo.

Da primeira, aprendemos o que é uma população politizada. A juventude viu que, esticando o prazo para aposentadoria, o seu primeiro emprego se distancia, daí a sua insurreição, tendo como aliada principal a classe dos trabalhadores, que terá que esticar o seu labor mais dois anos.

Da segunda, tiramos a lição que congressistas são, aqui e alhures, defensores do governante de plantão e não, como teoricamente se entende, porta-vozes da vontade da maioria da população, no caso da França, 71% dos franceses.

Por aqui, com uma qualidade e uma expectativa de vida bem menores, o limite para a aposentadoria é de 65 anos e, há muito, ninguém chiou. Lá, agora, é que vai para 62. Com Lula, ‘o grande estadista, populista e trabalhador’, houve mudanças, só que para pior.

Entre as milhões de explicações, algumas destacam-se. A famosa índole pacifista do brasileiro. O seu comodismo. O seu individualismo.  Esse pacifismo é por conta dos formadores de opinião.

Na verdade é um dos países, se não o mais, violentos em todo o mundo. As demais, entre outras, vêm do DNA, por diversas razões e pela manipulação do poder por meio da imprensa, a mais engajada e menos nacionalista do planeta.

Por métodos sofisticados nos meios, mas simples nos fins, e utilizando-se de psicologia social e de propaganda subliminar, sobretudo, desvirtuam ou silenciam os fatos relevantes, criam mitos e suscitam-se movimentos emocionais de opinião pública.

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A imbecilização vem de longe. Via cinema, com os Mazzaropi; Carmén Miranda e suas bananas e abacaxis na cabeça; espertalhões vagabundos como Zé Carioca contribuindo para o desvirtuamento desde pequeno… Ou o espetáculo da vulgaridade via isto a que chamam de música exterminando qualquer vestígio de cultura; passando por profanos como Didi e seus trapalhões ou pela rainha da baixaria, xuxa de tal. Todos com parcelas importantes na formação de um povo cada vez mais banal, banana, pateta…

Cabe a isso que chamam de jornalismo, inventar opinião pública, com o que manipula a inteligência, a vontade e a sensibilidade dos indivíduos, alterando referências históricas em que as preocupações coletivas, conceito de sociedade organizada são estrategicamente retiradas.

As pessoas já não sabem de onde vêm nem para onde vão, vivem o presente sem valores, apenas o material interessa, transmitindo aos poucos filhos, quando os têm, este empty way of life  ou o modo vazio de ser... Tudo isso “… leva à desintegração atômica da moral, a uma espécie de decomposição radioativa de todos os valores.” (Arthur Koestler).

Os programadores da psicologia das massas, a serviço, assim como a imprensa, do sistema mundial pelo domínio dos povos, aplicam os métodos utilizados por Pavlov para programar os comportamentos dos cães. A indução deliberada do medo, da raiva ou da ansiedade eleva a sugestionabilidade. Se as emoções forem mantidas a um nível de intensidade elevado durante muito tempo, o cérebro deixa de responder. Quando isso acontece, torna-se mais fácil impor o pensamento e o comportamento que desejam.

As massas passam a agir e reagir a um sinal (ordem ou objeto) maquinalmente, sem participação ativa da vontade. Sem pensar. Questionar. Roboticamente. Forma-se, então, o que podemos chamar de os Carneiros de Panurgo, como em Gargântua e Pantagruel, de François Rabelais. Representam o espírito imitativo da multidão e a facilidade com que todos os “carneiros” mergulham e se afogam no mar, atirando-se do alto do precipício,  seguindo o exemplo de um carneiro atirado por Panurgo.

Estudos comprovam que, em circunstâncias favoráveis, praticamente todo homem pode ser convertido em não importa o quê. Os rebeldes são isolados. Silenciados. Esquecidos. Ignorados. Desprezados. Tratados como anormais.

Conspiração do silêncio sobre os CRIMES do jornalismo

O Papa Pio XI já se referiu à existência de uma “verdadeira conspiração do silêncio” sobre os crimes da imprensa mundial, juntamente com uma “propaganda diabólica” em favor de idéias e estilos de vida anticristãos.

Oculta informação, deforma as evidências e desinforma por sistema. Procura refazer a verdade trocando a História pela vontade. O objetivo é a opinião pública que, segundo Paul Valéry, é o resultado da mistura da mentira com credulidade.

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As massas absorvem o que lhes são fornecidos. Sem questionar. De maneira acrítica; absorvem, sem discernimento, e acumulam as informações indistintamente, não se importando como o que seja verdade ou mentira. O que é construtivo ou nocivo. No inconsciente, a emoção predomina sobre a lógica.

E é aí, nesse inconsciente, que os manipuladores, conscientemente, atuam com a propaganda subliminar. Agem, de preferência, sobre a juventude, criando os adultos idiotizados, e novas levas de jovens ainda mais imbecis. Este formará um rebanho humano inofensivo, com uma independência intelectual diminuta e previsível. Algumas semelhança com o Brasil, seus candidatos a presidente e a campanha eleitoral? E como Rebelais, também sigo por aí, à procura de um grande talvez.

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