Quanto custa a popularidade. Os esquemas do Sistema S de Surrupiar

Publicado originalmente em 23/03/13, 10:42h, no BlogdoJua.

Como os CHEFES das facções criminosas, disfarçadas de partidos políticos, usam o SISTEMA S para roubar ainda mais da população

Sistema S, que mantém CNI, desvia dinheiro e de função. Vira especulador, cobra pelo ensino que deveria ser gratuito. Faz festança milionárias, mantém salários estratosférico. Nas horas de folga troca favores com pesquisas fantasiosas

Terrível seca assola o Nordeste brasileiro. Pessoas passam por imensas dificuldades; não há emprego; quem produz, perde o que tem e o que não tem. Chuvas voltam a atormentar e a vitimar moradores de Petrópolis, RJ, ainda à espera da ajuda e da recuperação prometidas há 2 anos.

Os índices de inflação disparam e nem com muito esforço, falácias e mentiras do Ministro é mais possível esconde-la. A carestia é sentida por todos, a todo momento, em todos os setores.

A violência, a criminalidade, a impunidade aumentam dia-a-dia.

Não há um só grande projeto. Uma só obra. Governo perdulário, passeia por Roma, hospedando-se em hotel superluxo, com 52 aspones, queimando milhares do suado dinheiro do trabalhador.

A área produtiva reclama da escassez de mão de obra e de sua falta de qualificação. Importa-se badulaques, alimentos, roupas, calhambeques.

As exportações resumem-se a primários, quando não prejudicadas e até canceladas, por falta de infraestrutura de transportes. Não há armazéns para estocagem. É quase monocultura.

As riquezas nacionais escoam para mãos e interesses estrangeiros. O poder une-se a esquemas suspeitos, como MST, e até viaja, de mãos dadas, para velório do presidente Hugo Chávez.

Escândalos financeiros pipocam todos os dias, por todos os lados.

Permanecemos sem um projeto Brasil, algo que solidifique uma verdadeira Nação. Continua tudo como dantes, à base do improviso, do imediatismo, cujo único objetivo é a próxima eleição. É o máximo que se consegue.

Perdemos a vergonha, a soberania, o orgulho, o conceito de Pátria.

Nada disso, porém, impede que a mandatária com seu vexaminoso e horroroso PresidentA, tenha seu prestígio abalado.

É capaz até mesmo de suplantar seus dois últimos antecessores em seus momentos de maior glória, hipocrisia, populismo e demagogia.

Deveriam ser gratuitos, mas o Sistema S cobra caro por cursos que administra por meio
de apaniguados com salários estratosférico enquanto especula com dinheiro do trabalhador 

Como explicar?Fantásticos 72% de aprovação, sobretudo no Nordeste, onde o sofrimento é ainda maior.

Não basta ter uma população desinformada, sem poder de crítica, incapaz de questionar, manipulada por meios de comunicação comprometidos única e exclusivamente com o dinheiro, com e para o poder. É preciso mais. Bem mais.

E nesses mais podem ser incluídos os institutos de pesquisa e seus financiadores, como o Sistema S, via Confederação Nacional da Indústria, CNI, a bola da vez das pesquisas sob encomendas, após completado o ciclo de mentiras financiado pela  Confederação Nacional dos Transportes, CNT, que servia, a Lula, os mesmos inexplicáveis índices que, agora, CNI presenteia Dilma.

Ambas, perdulárias, fanfarristas, especuladoras do dinheiro que deveria estar formando mão de obra, oferecendo assistência à saúde, e lazer aos trabalhadores.

No lugar de cumprir suas funções sociais, previstas em leis, unem-se ao poder, fazendo prevalecer a máxima de Gregório de Matos que há 400 anos já sentia que País é este, como a Bahia daqueles tempos: de dois ff se compõe: um de furtar, outro de f*…

Presidentes: da CNI e do Brasil. lambanças e falcatruas de sempre

Somente na última festa natalina, a CNI queimou, do setor produtivo e do trabalhador brasileiro, R$ 2 milhões, em champanhe, uísque, acepipes, Ivete Sangalo, D. Dilma, asseclas.

Ninharias, perto do que faz evaporar para agradar a mandatária com pesquisas que nem mesmo o mais ignoto dos obscuros é capaz de acreditar, tamanho os disparates nos números. Mas é fácil enganar com pesquisas, números e estatísticas

‘Caixa preta’ do Sistema S

O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) é quase uma voz isolada nas denúncias contra os desvios (literais) do Sistema S. Ele é o autor do livro intitulado ‘Caixa preta’ do Sistema S, onde descreve, enumera e comprova as irregularidades de todo o aparato.

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Senador Ataídes Oliveira – Caixa Preta

Soma-se aos compromissos de muitos de seus pares com o Sistema (literal), incluindo ajuda financeira em campanha, o fato de serem os “S”, um dos maiores “gastadores” em campanha publicitária na mídia. Não há interesse dessa, claro, em clarear os fatos. É uma galinha dos ovos de ouro.

O Senador denúncia, da Tribuna do Senado, os diversos desvios, tanto de recursos quanto de funções do Sistema S, entre eles o de cobrar, e caro, por cursos (meia boca), que deveriam ser de qualidade e gratuitos.

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Curso para Podólogo, R$ 5,800,00

Faturamento anual superior ao de vários estados

Somente em 2012 – denuncia Ataídes de Oliveira – o sistema arrecadou mais de R$ 15 bilhões – valor superior à arrecadação da maioria dos estados do Norte e do Nordeste. Dinheiro arrancado da folha de pagamento do trabalhador brasileiro.

Valores absurdos por cursos que deveriam ser gratuitos

Levantamento do Senador por Tocantins revelam inúmeros desvios praticados pelos Sistema S, entre eles, a cobrança por cursos de formação de mão de obra, altíssimos salários, acúmulo de funções.

O cálculo é que o esquema do Sistema arrecade, em 2013, algo em torno de R$ 18 bilhões. “Uma arrecadação e emprego de dinheiro público de maneira injusta, imoral, desonesta”, esfolando a população em cobranças inexplicáveis, como:

curso de Cabeleireiro R$ 1.680 00 reais; Massagista, R$ 600,00; Podólogo, R$ 5,800,00; Técnico em Informática, R$ 5.240,00; Cozinheiro, R$ 22.764,00 (um MBA na Fundação Getúlio Vargas custa R$ 29 mil); Motoboy, R$ 300,00; Técnico em Manutenção, R$ 1.800,00; Técnico em Segurança, R$ 6.000,00.

Isso, para citar apenas algumas das aberrações, enquanto mantém R$ 8 bilhões aplicados no mercado financeiro, à custa do suor do brasileiro comum, trabalhador.

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Aos amigos, como Jair Meneguelli, as benesses, bem ao pé-do-altar, mas…

Somente na “prestação de serviços”, e apenas o SESI, o faturamento foi de R$ 1 bilhão, em 2010.

Não bastasse, as contas do Sistema S nunca fecham, a ponto de apresentar valores com diferenças enormes em cada órgão fiscalizador, como Receita Federal, SRF, Tribunal de Contas da União, TCU, Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo Ataídes Oliveira, auditorias identificaram que no sistema são cometidos “pelo menos dois crimes”: falta da publicidade em seus atos, conforme exige a lei, e arrecadação direta de empresários, sem passar pela Receita Federal.

A transparência nas contas do sistema, sublinhou, é exigida não apenas pela Constituição federal, mas também pelas Leis da Transparência (Lei Complementar 131/2009) e de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011).

Acrescentem-se os salários milionários, que somados ao acúmulo de cargos chegam a mais de R$ 150 mil por mês, além de uma batalhão de “consultores”, apaniguados “especialistas” que ajudam a esfolar a população produtiva com supersalários, apenas fingindo que ensinam alguma coisa a alguém.

Sob as barbas e o rímel do Governo

Todos esses crimes acontecem sob as barbas ou rímel do Governo, que, pessoalmente e em grupo, tira vantagens do sistema, que transformou-se em esquemão para fabricar factoides, governantes e… pesquisas…

Jair Meneguelli, o sindicalista que ficou milionário

É parte intrínseca do esquema do Sistema, o Sr. Jair Meneguelli, ex-todo poderoso, “revolucionário”, abnegado, idealista, comandante da Central Única dos Trabalhadores, CUT.

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… que podem ser estendidas aos “inimigos”, como a Luiz Márcio Haddad Pereira Santos, Diretor Técnico do SEBRAE-MGÉ filho de Francelino Pereira, cunhado de Aécio Neves e marido de Andrea. Assaltos em família.

Ele é Presidente do Conselho do Sesi, uma das maiores fontes arrecadadoras do Sistema para o esquema, fabricante de popularidade.

Contra ele existem inúmeras denúncias, todas abafadas, escondidas, perdidas no vazio da farsa.

Parte expressiva do dinheiro retirado da contribuição sindical compulsória,  recursos que deveriam, por força de lei, serem empregados no amparo social, educacional dos trabalhadores e de seus filhos, é queimada em time milionário de vôlei, em São Paulo.

O SESI queima mais de R$ 12 milhões em uma única equipe de vôlei e em um único Estado, ao mesmo tempo em que cobra, e caro, para ministrar cursos meia boca que deveriam ser gratuitos.

Meneguelli recebe, com juros e correção, pelos engodos e traições aos trabalhadores, mas que possibilitaram a ascensão e glória de líderes imbatíveis e com popularidades superiores a de Jesus Cristo, Lula, Dilma e tantos outros mensaleiros.

O Sistema, que virou esquema

Os Serviços Sociais Autônomos são “pessoas jurídicas de direito privado, criadas mediante autorização legislativa e que compõem o denominado Sistema S”. São paraestatais de apoio ao Estado em atividades não lucrativas e de interesse social.

Os recursos do Sistema S são públicos, arrecadados por contribuição compulsória de 3,5% sobre a folha de pagamento das empresas e, portanto, devem ou deveriam, financiar a gratuidade.

O chamado Sistema S foi criado na década de 1940. Oficialmente tem como função qualificar e promover o bem-estar social e disponibilizar uma boa educação profissional. (SEBRAE, SENAR, SEST e SENAT) foram instituídos pela Constituição Federal de 1988.

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Com atitudes sempre suspeitas, FHC tentou, sem sucesso, mudar Sistema S. Não tinha (e não tem) credibilidade nem moral para isso. 

Os recursos mantenedores do Sistema é considerado Tributo, cuja instituição e destino é de exclusividade da União, portanto, de certa forma, dinheiro público.

As receitas arrecadadas pelas contribuições ao Sistema S são repassadas a entidades, na maior parte de direito privado, que devem aplicá-las conforme previsto na respectiva lei de instituição.

As Confederação Nacional da Indústria, CNI; Confederação Nacional do Comércio CNC; Confederação Nacional da Agricultura – CNA;  Confederação Nacional do Transporte,  CNT, entre outras, foram criadas com o objetivo de criar, organizar, dirigir, fiscalizar as federações, que administram, em âmbito estadual as entidades que recolhem os recursos. Em média, de acordo com as próprias instituições, são repassados 4% de toda arrecadação.

Em 2011, calcula-se que, somente SESI e SENAI, arrecadaram cerca de R$ 8 bilhões, dos quais 320 milhões foram repassados para a CNI. Por mês. Por isso tantas festanças, pesquisas e engodos milionários. Um Sistema para o esquema de alguns governantes. Ou que intitulam-se como tal, para melhor enganar, angariar, e esfolar a população desavisada.

Instituições do esquema, antigo Sistema

SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) – orientar sobre como abrir e gerenciar uma empresa e contratar funcionários; SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) – a quem caberia a educação profissional e aprendizagem industrial, além da prestação de serviços de assistência técnica e tecnológica às empresas industriais; SESI (Serviço Social da Indústria) – promover a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e de seus dependentes por meio de ações em educação, saúde e lazer; IEL (Instituto Euvaldo Lodi) – capacitação empresarial e de apoio à pesquisa e à inovação tecnológica para o desenvolvimento da indústria; As três instituições acima são subordinadas à Confederação Nacional da Indústria; SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) – educação profissional para trabalhadores do setor de comércio e serviços; SESC (Serviço Social do Comércio) – promoção da qualidade de vida dos trabalhadores do setor de comércio e serviços; SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) – educação profissional para trabalhadores rurais; SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes) – educação profissional para trabalhadores do setor de transportes; SEST (Serviço Social de Transportes) – promoção da qualidade de vida dos trabalhadores do setor dos transportes; SESCOOP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) – aprimoramento e desenvolvimento das cooperativas e capacitação profissional dos cooperados para exercerem funções técnicas e administrativas.

Apenas no mais ou menos transparente, naquilo que pulula por aí, explicados os fantásticos números de aprovação de um Governo desgovernado.

Mais há, com certeza. Como desvios de recursos do INSS, do FAT, Ministério do Trabalho, acordos e empréstimos suspeitos do BNDES. Outras histórias. Muitas histórias…

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