Estatuto da Juventude: um crime lesa-pátria

Escrito e publicado em 15/04/13 09:.56h

O infantilismo de Freud, e menoridade de Kant nos tempos de dominação

A missão suprema do homem é saber o que precisa para ser homem

Immanuel Kant

A característica básica do ensino no Brasil é o não pensar. Pode-se tudo nas escolas, em todos os níveis. Nunca, jamais, em tempo algum, pensar.

E é de caso pensado.

É o resultado dos “acordos” Brasil – Usaid, há 50 anos. Esses acordos formam o início do fim do ensino brasileiro para um objetivo ainda maior, a imbecilização. O domínio. A infantilização.

Manobrar, catequizar, formatar, robotizar, manobrar, manipular, infantilizar diplomados – descobriram – é bem mais eficaz do que com aos “chucros”, que ousam pensar. Naturalmente.

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As técnicas de orientação: cordeiros e cães

O Cavalo de Tróia da ajuda externa via USAID forneceu e fornece as diretrizes políticas e técnicas de “orientação” do sistema educacional brasileiro, “frente às necessidades do desenvolvimento capitalista internacional.”.

Atende aos desígnios e interesses das grandes corporações e da política imperialista, que chega à segunda geração de Cordeiros de Panurgo ou de cães de Pavlov, com um objetivo: o domínio total global.

Nessas 4 décadas, por desinformação, maldade, conluio, inocência, interesses pessoais, escusos ao da Nação, o monstro recebeu inúmeros tentáculos, acrescentando-lhe um labirinto, onde ninguém sabe como entrou e nem imagina como sair.

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Pode de tudo, menos pensar. É ordem

Uma das “vantagens” do não pensar, é a de aceitar, sem questionar. Daí, um País de 200 milhões de habitantes que simplesmente aceita o que lhe é imposto. Não possuem discernimento para julgar. Não se questiona nem mesmo onde a razão de ser é questionar, como no jornalismo, nas universidades, na política etc. etc. etc..

Mais um estafermo, adendo ao monstro, está sendo criado. O Estatuto da Juventude, concedendo, ampliando e esticando os “direitos” a jovens de até 29 anos. Isso mesmo, jovens de 29 anos.

A barbárie estica a infantilidade por três décadas, não bastasse os meios de comunicação e o ensino, agirem nesse sentido, dia e noite, há anos.

É sabido, e isso educadores, legisladores, pregadores, doutores têm ou teriam obrigação de saber, que quanto mais se procura enganar, nos telejornais, nos discursos, pregações, mais se adota o tom infantilizador. Não é acaso, é técnica.

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A sugestibilidade. Infantilizar, é tudo

“Freud explica”: “se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, pela sugestibilidade, ela terá uma resposta ou uma reação tão destituída de senso crítico quanto de uma criança de 12 anos.”.

Não é difícil explicar os motivos pelos quais a população, em seu todo, encontra-se, a cada dia, mais imbecilizada, mais conformada, condescendente, passiva, compreensiva, inerte, infantil. É vítima de sua própria preguiça mental, reforçado por esquemas malignos, como mais esse que o Congresso prepara em fornada.

Congressistas, que se autointitulam representantes, baluartes da vontade popular enganam duplamente. Primeiro, não estão representando, pois agem sempre contra a vontade, o interesse, a razão em prol da maioria.

Em segundo, não defendem, ao contrário, atuam contra essa maioria, sobretudo a bem enganada, desinformada, mal informada, mal preparada, mal esclarecida.

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A menoridade humana, em Kant

O homem é responsável por sua saída da menoridade, que é a sua incapacidade de fazer uso do seu próprio entendimento. Palavras de Immanuel Kant.

Quanto mais na menoridade, menos livre pensar

E o que significa a permanência do homem na menoridade, como deseja nossos ilustres congressistas?

A explicação também encontra-se em Kant e estabelece vínculo direto com a política de ensino no Brasil, imposta pelos Estados Unidos, via USAID:

“A permanência do homem na menoridade deve-se ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade.”.

E o Estatuto da Juventude quer esticar isso. Age em favor não da população, da Nação, mas em favor dos dominadores. Da USAID. Do sistema de domínio.

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As razões acima são reforçadas, conforme Kant, pelo comodismo.

“É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar.

E não é o retrato do Brasil e do brasileiro, em todas às suas nuances, setores, políticas sociais, ensino, mídia…?

“É mais fácil que alguém o faça, do que fazer determinado esforço, pois já existem outros que podem fazer por mim. Os homens quando permanecem na menoridade, são incapazes de fazer uso das próprias pernas, são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas.”.

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Menoridade, inconsciência da força e da inteligência

Em seu texto O que é o Iluminismo?, Kant ainda acreditava na possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelo que é-lhe imposto. Não sabia nem imaginava os tempos de hoje…

O filósofo alemão descreve o processo como “a saída do homem de sua menoridade”, ou seja, um momento em que o ser humano, como uma criança que cresce e amadurece, torna-se consciente da força e da inteligência para fundamentar, sob o conhecimento à priori, a sua própria maneira de agir, sem a doutrina ou tutela de outrem.

Mas os congressistas, o Governo, os educadores, a mídia, os dominadores não querem saber disso.

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O que ocorre está claro em Kant.

É difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade, pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos, pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade.

Para Kant, são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade.

E esses são considerados inimigos. Ousam pensar.

E o Congresso é mais um obstáculo para o amadurecimento da Nação.

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